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27 de janeiro de 2015 ás 00:54 | 1914 Views

De Débora a Gretchen, e de Gretchen a Glória

Eu costumava ser um assíduo frequentador da extinta Jovem Pan por volta de 2009-2010, e posso dizer com muita certeza que nessa época apenas um nome reinava absoluto na indústria dos Gifs: Débora, a eterna morta. Como é de se imaginar, foi ela quem originou o termo “Morta” que tantos membros repetem ainda hoje, quase […]

Eu costumava ser um assíduo frequentador da extinta Jovem Pan por volta de 2009-2010, e posso dizer com muita certeza que nessa época apenas um nome reinava absoluto na indústria dos Gifs: Débora, a eterna morta. Como é de se imaginar, foi ela quem originou o termo “Morta” que tantos membros repetem ainda hoje, quase 10 anos após o lançamento de seu primeiro (e mais relevante) single. Acontece que Débora conseguiu um status estratosférico nesse mundo de fóruns de música Pop. Ela se tornou um ícone, mesmo não oferecendo nada mais significativo que uma simples e dramática morte por envenenamento.
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A força de Débora ainda existe (ou persiste), e pode ser sentida quando você observa que ela é o terceiro nome com mais pontos na lista de GifStars da BCharts. Isso é algo muito grande quando se leva em consideração os seguintes fatores: 1) Muitas das pessoas que foram responsáveis pelo auge do sucesso de Débora nos idos anos de 2007/2008 já não são mais ativas em fóruns. Isso quer dizer que ela ainda existe apenas por seu forte legado. E isso nos leva direto ao segundo ponto… 2) Débora é a cara de uma geração, ela é um termo datado de uma época em que depoimentos secretos eram “inocentemente” aceitos, o termo “que feio servidor, você não pode fazer isso” deixava muita gente aborrecida, Lady Gaga ainda era Stefani e Katy Perry ainda beijava garotas. É incrível o fato de que Débora, provavelmente o primeiro Meme brasileiro, tenha sobrevivido a uma traumática migração de plataformas, deixando pra trás um fórum em decadência rumo a um novo lar, e isso em plena ascensão de uma nova Gifstar: Gretchen.
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Em meados de 2012, a Rainha do rebolado chegou como um meteoro na indústria dos Gifs. Foi nessa época que eu, após um ano afastado do Orkut, retornei á Jovem Pan e me deparei com esse novo rosto ocupando um lugar que, 12 meses antes, pertencia a Ana Lúcia Torre. Foi estranho no começo, eu estava acostumado com Débora, mas o carisma e o talento expressivo de Gretchen me conquistaram bem rápido. Antes dela nós tínhamos os Gifs apenas como figuras engraçadas que usávamos para expressar nossas reações diante das pérolas que líamos nos fóruns (fosse BCharts, fosse Jovem Pan). Nós tínhamos um vasto catálogo que incluía Suzana Vieira, um grande time de super vilãs globais que desempenhavam bem o seu papel (Bia Falcão, Nazaré Tedesco), e os famosos ohw. Mas, sinceramente, nada era levado muito a sério nesse campo. Gif era apenas Gif. Foi Gretchen quem trouxe importância pra essa indústria e despertou não apenas o sentimento de competição, mas afirmou um novo tipo de público: os fãs de Gifstars, uma verdadeira revolução para o formato. Ela emplacou hit atrás de hit, demonstrando uma enorme capacidade de reinvenção. E a partir daí, o público se dividiu entre os saudosistas fãs de Débora (que se negavam a deixar a morta descansar em paz), a galera que não tinha um lado, e os fãs da nova sensação da indústria. É claro que eu não pude resistir a Gretchen, e embora eu admire Débora profundamente por suas conquistas e recordes, e por toda a história que ela representa, eu sei que a rainha do rebolado é o grande gamechanger dos Gifs. Ela deu um novo significado a tudo nessa área.
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E, graças à importância que tudo isso ganhou com a ascensão e a consolidação de Gretchen no mercado, é que a indústria tem vivido uma comoção nos últimos dias: a chegada de um novo fenômeno realmente abalou o mundo dos Gifs. Mas será que Glória Maria veio pra ficar?
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Até o momento em que este artigo estava sendo feito, o tópico oficial de Glória na BCharts (principal plataforma da atualidade) se aproximava dos 4 mil posts conquistados em menos de uma semana de existência, um indiscutível indicativo de sucesso que a alçou direto para o segundo lugar all-time (posto antes ocupado por Debora). Para efeito de comparação, Gretchen é a atual #1 com 10 mil posts conquistados ao longo de quase 3 anos de carreira… E que sirva como um retrato do atual momento: Glória Maria está por toda parte. São dezenas de singles, remixes, e mais e mais produtores contribuem para a ascensão dessa nova Gifstar.
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Não, Gretchen não foi substituída. Ela ainda é forte, e é bastante prematuro dizer que Glória representa uma nova era na indústria já que testemunhamos alguns fenômenos nascerem e morrerem aos montes nos últimos tempos: A Turma do Chaves desapareceu tão rápido quanto atingiu o topo. Inês Brasil e Tulla estagnaram, embora jamais tenham sido tão poderosas quanto Glória se tornou em quase uma semana. Ângela Bismarchi teria sido “a nova Gretchen”, mas sua língua a fez cair do céu para o inferno, e agora ela está no limbo. Obviamente nenhum dos nomes citados chegou perto da potência que Glória Maria está mostrando, ela conquistou números muito altos em muito pouco tempo. Mas, apesar de ser delicioso ver um sucesso acontecer, tornou-se impossível não se perguntar:
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Artigo escrito por Lord Williams, um little monster que assim como os fãs da Débora,
se recusa a deixar a ídola morta descansar em paz.
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