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8 de março de 2015 ás 21:35 | 348 Views

ESPECIAL: VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER – Uma Batalha a se Vencer

2015. Século XXI. Tempos modernos… Tantas coisas evoluíram desde as eras mais remotas da antiguidade, porém fica a pergunta que não quer calar: isso foi o suficiente para afetar o raciocínio das pessoas sobre a sociabilidade e aos inúmeros problemas que necessitam urgentemente serem revisados com cautela? Iremos abordar nesse artigo um assunto que parece […]

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2015. Século XXI. Tempos modernos… Tantas coisas evoluíram desde as eras mais remotas da antiguidade, porém fica a pergunta que não quer calar: isso foi o suficiente para afetar o raciocínio das pessoas sobre a sociabilidade e aos inúmeros problemas que necessitam urgentemente serem revisados com cautela?
Iremos abordar nesse artigo um assunto que parece fugir totalmente do mundo dos GIFs, mas não, ele se encontra em todos os tipos de mídia, seja ela no cinema ou na música, por exemplo.
Exploração feminina, algo tão presente em nosso cotidiano que não prestamos a devida atenção que esse assunto merece. A princípio, a existência desse comportamento machista é de longa data, pois a mulher sempre foi vista como um ser “inferior”, suas vontades e anseios não eram escutados e a privação de direitos perante o homem era e em muitas vezes ainda é perceptível .
Após vários séculos a figura feminina, com muito esforço, finalmente conquista espaço e se destaca mundo a fora, entretanto traz consigo a prática desse crime “silencioso”, que aos poucos começa a tomar força. Cantoras e Gifstars, consequentemente, se tornam vítimas desse mal, mas acabam unindo suas forças para combatê-lo.
Kesha Rose é um dos mais recentes nomes quando entramos nesse assunto. Ano passado a cantora e compositora levantou um processo contra o produtor que lhe ajudou a trazer fama, Dr. Luke. Entre as denúncias, haviam acusações de difamações (incluindo um apelido de “Geladeira”, usado para retratar o corpo da intérprete do smash hit Tik Tok), como também a de exploração sexual e profissional, em que o sujeito a obrigava a não parar de trabalhar e a obrigava a lançar as músicas que queria que fossem lançadas como single, tudo isso para que Kesha se tornasse apenas uma fonte de lucro. O caso gerou bastante repercussão por todo o globo, até que Luke acabou dando o troco na mesma moeda, e dessa vez nem a mãe de Kesha escapou, já que Pebe Sebert supostamente influenciava a filha a romper seu contrato, além disso pedia que soltasse mentiras com a finalidade de somente sujar a imagem do produtor. O desfecho dessa novela da vida real ainda não chegou na sua reta final, porém julgamentos estão previstos a acontecerem em breve.
No setor que a Gifboard aborda também há casos semelhantes. Em fevereiro uma notícia abalou os fãs de Inês Brasil. A brasileira foi espancada durante um show por seu assessor de confiança, Thiago Araujo, na frente de todos. Vídeos do revoltante momento estão espalhados pela web. Ele, que administra a página da personalidade no Facebook, desmentiu o fato, mas rapidamente a farsa foi colocada a tona com a publicação das imagens provando os relatos. A Gifstar e também cantora prestou queixa na Polícia Civil e gravou um novo vídeo, dessa vez esclarecendo o que realmente havia acontecido naquele dia, mas aos olhares dos fãs, Inês aparece nervosa e sua resposta acabou sendo invalidada, até porque vários cortes são feitos ao longo da gravação, aumentando os boatos de que ela ainda sofre nas mãos do agressor.
A cobrança é muito mais perceptiva quando se trata do “sexo frágil” . Em ambos os caminhos, insistimos em achar que elas DEVEM ter a obrigação de tornarem seus materiais um sucesso, e quando isso não acontece, são alvo de críticas e piadas. O termo “flop” e “flopada” é usado constantemente para denegrir e insultar, mas quando levamos em consideração os homens, esse argumento é despercebido, é como se não existisse essa preocupação constante, tornando o fracasso algo pífio, sem importância. O físico também vira alvo, é imposto uma “beleza padrão” que divide opiniões entre as pertencentes desse gênero.
Em meio a essas tristes histórias, surgem um elo entre as duas áreas, independentemente da profissão, classe social, diversidades culturais, as mulheres infelizmente são tratadas assim como foram no passado, mesmo que tenha havido algum tipo de avanço em alguns pontos, portanto, a mentalidade ainda continua fechada em vários quesitos. O nosso alívio são as figuras que representam um movimento capaz de contornar essa situação, Madonna e Gretchen, ícones da cultura Pop, são consideradas heroínas ao analisarmos a quebra de tabus que visaram durante suas carreiras, mas isso não é o suficiente, precisamos de mais pessoas que se disponham a tornar o planeta Terra um lugar justo e igualitário entre os dois sexos, e por mais que aparente ser uma conquista dura, o impossível pode se tornar realidade, basta acender em si a chama da mudança. 
A equipe do site deseja um feliz dia das mulheres a todas aquelas que tornam nosso dia muito mais especial.
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PALAVRAS DO EDITOR CHEFE:

A violência não é normal, nós animais pensantes e inteligentes não necessitamos nos utilizar de qualquer tipo de violência para passarmos nossa mensagem, isso tem que parar. O erro está sempre em fazer da violência algo rotineiro e pertencente ao nosso cotidiano, desde a pequena violência que cometemos diariamente seja na internet ou na vida real, seja ela verbal ou física, ambas tem o mesmo peso pra quem é vítima.
Nós temos que dar um basta nisso, temos que parar esse círculo vicioso, não importa se você é vítima ou não, se você for testemunha de um caso de violência DENUNCIE, não fique falado. Se taparmos os olhos pra esse problema seremos tão culpados quanto o praticante.

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